21.11.02




Boicote os discos com proteção anticópia!

São vários os motivos, é melhor ler o texto do Paulo. Mas vou destacar alguns que considero mais interessantes:
1-os cds anticópias não seguem o padrão de cds, ou seja, NÃO SÃO CDS e nada garante que um disco original seja lido normalmente em seu aparelho de som.
2-as gravadoras dizerem em quais aparelhos você deve ouvir seus cds é um absurdo! Se quero ouvir no meu computador, no carro, ou em um gramofone é problema meu. Não tenho de comprar um aparelho de som só porque as gravadoras decidiram assim.
3-tem quem diga que até pode copiar o cd, só que o som tem de ser pior, tipo fita cassete. E a tecnologia só serve pra encher os bolsos das gravadoras? Quando é minha vez de usufruir da tecnologia, elas dizem que eu não posso fazer isso? Com que autoridade?
4-já teve gente que comprovou que o mecanismo anticópia só atinge usuários do MSWindows. Discriminação? Monopólio? Ignorância? Desrespeito ao consumidor? Por que esse povo não tenta pegar os tubarões em vez de empurrar o prejuízo pros peixinhos?
5-não me deixarem fazer cópia de segurança de meus cds é um absurdo. Uma queda, um arranhão, um descuido, um arrombamento de carro, e lá vai embora aquele cd maravilhoso...

20.11.02

Micro$oft e sua maravilhosa política de segurança:
1- um "erro de configuração"deixou vazar pra Internet um banco de dados dos clientes da Microsoft, além de outras informações confidenciais da empresa.
2- um bug no Internet Explorer permite que a visita a uma página na Internet formate o hd do internauta que a acessou. O código malicioso foi DIVULGADO EM DETALHES! Pior: a falha já era conhecida, e já tinham TENTADO resolvê-la em patches anteriores!
Com tamanha política de segurança, pra caírem no descrédito total só falta cobrarem pra fornecer segurança extra contra os próprios bugs.
Hoje assisti a um simulado da Corte Internacional de Justiça (feito pelos alunos da Pucminas, por sugestão do Prof. Bruno Wanderley - não é puxação de saco, a idéia foi dele: os alunos da pós fizemos o seminário sobre a questão EUA x Iraque, e os alunos da graduação fizeram o simulado da Corte), que terminou com os EUA perdendo a razão. Fiquei inspirada e resolvi fazer um post em homenagem ao querido Bush Jr, motivo de tantas risadas.

A Wired me trouxe uma confirmação muito triste: as hilariantes fotos do Bush são realmente montagens... mas vou continuar rindo assim mesmo, é o "babaca" perfeito. Se fosse ator profissional, não seria tão bom.
Curioso é o ponto de vista de Paul Begala (entre outras coisas, apresentador da CNN e ex-conselheiro de Bill Clinton) Ele disse num e-mail: "Sou totalmente a favor da sátira, da paródia e da gozação. Mas quando as pessoas tentam passar fotos editadas como se fossem reais, estão cometendo um erro. Estas imagens não são sátiras. São falsificações". "Além disso", acrescenta Begala", Bush já fez tolices suficientes na vida real".
Fez, não. Ainda faz. E, quanto às falsificações, estão perfeitas! Deveriam ser expostas em museu. Ele lendo "política pra dummies" rivaliza com a foto dos binóculos tampados! E ele lendo o livro de cabeça pra baixo é um clássico. Com outra pessoa pareceria absurdo, mas, com ele como personagem, é a coisa mais convincente que já vi.

Pra completar o post Bush, este artigo do MidiaIndependente.org afirma que a família Bush manteve relaçõe$ muito boa$ com os nazistas. E já manteve relações comerciais com a família de bin Laden. Se a grande imprensa fosse realmente imparcial, esse tipo de notícia já seria de conhecimento público há muito tempo.
Computerworld: Os bastidores da antipirataria
Muito interessante. Principalmente se pensarmos no contraste entre o escândalo que fazem pra combater a pirataria, e o silêncio quanto à verdadeira eficácia. Se funciona, podem muito bem ser mais transparentes na divulgação dos resultados.

14.11.02

Da série Meus piores pesadelos estão virando realidade
Terra: Pentágono quer rastrear todos os e-mails do mundo
Como se não bastasse o Echelon, agora tem também o "Vigilância Total da Informação", que quer rastrear todas as operações realizadas pela Internet (inclusive e-mails e transações bancárias) sem que seja necessária uma autorização judicial. Detalhe: o coordenador do projeto foi assessor de Reagan.
Ou seja: os donos da "terra das liberdades" acreditam que, para continuarem no controle, não há problema algum em destruir a privacidade do mundo todo. Do jeito que a coisa vai, corre o risco de 1984 virar história da carochinha.

10.11.02

Da série Óleo de Peroba. É meio velha, mas tem de ser divulgada na íntegra. E depois querem combater a pirataria...

Folha Online: Warner afirma que destruiu 600mil discos
Por Pedro Alexandre Sanches, da Folha de S.Paulo, em 18/10/2002
Assumindo política contrária à manutenção de pontas-de-estoque, a gravadora Warner afirma que, no início do ano, destruiu 600 mil discos "encalhados" em seu estoque.
O diretor comercial da Warner, Edson Novais, defende que a prática da ponta-de-estoque prejudica o artista -um CD novo do cantor popular Daniel, por exemplo, competiria por mercado com títulos antigos dele próprio, que nas pontas-de-estoque podem ser vendidos por até R$ 4. "Não é questão de jogar no lixo. Não cabe um CD ser vendido a R$ 1,90. Quando sobra, a gente quebra. E, ao quebrar discos, recuperamos imposto", justifica-se Novais.
Lojistas reagem à política. "Não tem lógica isso. Na banca do camelô, colaborando com a criminalidade, a imagem do artista está preservada?", questiona o lojista independente de São Paulo André Fiori, para quem é "mesquinha" a política de que é melhor jogar mercadoria (arte?) fora que barateá-la.

6.11.02

Doug Humphrey é empresário e fanático por Macs. Tão fanático que em seu barco, sua casa, suas empresas, só entram Macs. Nas palavras dele, que estão na Wired:
Quando a empresa passou por uma drástica redução de tamanho recentemente, ele trocou todos os computadores por Macs, porque era caro demais manter uma rede de máquinas Windows funcionando. Forçamos todo mundo a usar desktops Mac". Conta. "O custo de suporte técnico caiu para praticamente nada e as únicas reclamações vieram de pessoas que não podiam mais rodar jogos eletrônicos em suas máquinas. Lamento, mas nada de jogos no trabalho".
"Evitamos o sistema operacional Windows porque ele oferece riscos à segurança", explica. "Não queríamos que nenhum vírus danificasse os sistemas dos quais dependemos para navegar e monitorar os motores e outros sistemas. E já que nada parece ter o poder de deter todos estes vírus de Windows, a melhor forma de evitá-los é simplesmente usar outro sistema".
"Uso Macs há seis anos", conta. "Eu tinha um PC antes, mas os Macs são mais divertidos e mais confiáveis. Eu não costumo jogar no meu computador, e isso deve explicar por que não sinto falta das máquinas com Windows".

5.11.02

Da série "As coisas que a gente faz por causa de um emprego":
Wired: "Nos centros de atendimento e telemarketing da Índia, os funcionários recebem nomes americanos e são orientados a falar como se tivessem nascido nos EUA. Com o crescimento desse tipo de operação, cresce também o choque cultural."
Um cartaz anunciando o novo sistema de câmeras de vigilância dos ônibus londrinos perturba os ativistas da privacidade
Pra quem se sente inferior porque não temos essas coisas "mudernas" no Brasil, vale lembrar que os ônibus que eu pego pra faculdade têm o seguinte adesivo: "Para sua segurança, você pode estar sendo filmado". Igualzinho na terra do sócio do patrão, quem diria...
Ontem à noite passou no A&E , no programa "Reportagens Investigativas", um documentário sobre a "Sociedade da Vigilância". O chocante foi ver um programa de reconhecimento facial moderno em ação, pois ele identifica características específicas, dando um número para cada rosto, e faz isso às centenas, catalogando todos os que estavam em um estádio!
Outro aspecto chocante foi ver crianças sendo habituadas,desde pequenas, a serem vigiadas por câmeras. O motivo é simples: os pais desconfiam da babá (que, pra piorar, costuma ser imigrante ilegal). Mas, no futuro, o fruto dessa política é um bando de gente que acha normal ser vigiado 24h.
Tem um ativista pró-privacidade de Nova Iorque (não lembro o nome) muito interessante. Ele organiza excursões para mostrar esculturas e luminárias bonitas, em locais públicos, que na verdade ocultam câmeras (sem que haja um aviso de filmagem), e ainda tem um grupo de teatro que se exibe para as tais câmeras com cartazes de "Fora 1984" e dizeres semelhantes. Ele também afirma que as câmeras não inibem o crime (o principal argumento para seu uso), mas o deslocam para outros locais. Brilhante.
Apesar do programa tentar ser imparcial, sutilmente ficou a impressão de que devemos nos acostumar com a vigilância constante, em nome da segurança. Bem de acordo com a deturpação de direitos fundamentais pós 11 de setembro. Podemos esperar mais lavagem cerebral nos próximos anos.

4.11.02

Um breve comentário sobre o caso Micro$oft:
Segundo a Folha Online, "Com o acordo, a Microsoft será obrigada a revelar parte do código-fonte de alguns de seus programas e permitir que outras empresas criem softs para operar com o Windows tão bem quanto os seus; terá que permitir a desinstalação de programas embutidos no Windows e não poderá obter acordos de exclusividade que prejudiquem seus concorrentes."
Como vai ser feito o controle dessas nobres obrigações?
A BBC informa: "Um comitê corporativo vai ser formado agora para garantir que a Microsoft vá cumprir com os termos do acordo"
Ou seja, um grupo de funcionários da M$ vai ser pago pra fazer com que o acordo seja cumprido. Se essa solução antitruste(!) não é amarrar cachorro com salsicha, jogar o sapo na lagoa, colocar o rato pra cuidar do queijo, então só pode ser, simplesmente, PIZZA.



Aproveitando enquanto alguma coisa ainda está funcionando. Link indicado pelo internETC, da Cora Rónai.
Luis Alberto Garcia Cipriano traduziu o artigo Stand Together, assinado por Bruce Perens e demais personalidades do Software Livre. Leitura obrigatória, está disponível em http://www.sovacodecobra.com.br/luisalberto/textos/standtogether/
Meus piores pesadelos estão virando realidade, parte 2: Uma semana sem Internet!!! E, nos raros momentos que funciona, nunca abre o que eu preciso. Sem previsão de volta ao normal, bem ao estilo Lei de Murphy...